Sábado… O dia do poeta e do filósofo, escondido, imprevisível, camuflado, na sociedade, uma pessoa normal, vivendo à base do mundano. A rotina, o stress, o enjaulamento e a pressão causam nele angústia e revolta, sede de expressão e liberdade.
E é no Sábado que ele grita! O paradoxo semanal, na loucura e na razão, Nietzsche e Platão, o dia-consciência. Grita, mas não chega. Esse insaciável Diglot. E espera incessantemente pelo próximo Sábado…
E essa pequena caixa que é a sua cabeça, ora Pandora, ora… caixa, apenas, vazia em pó, que se abre perante minimal libertação e dá fluxo ao risco, ao rabisco, ao rascunho…
Sábado é, portanto, não um resumo, mas uma antologia de ideias, sentimentos, por vezes esquecidos nos maquinais dias antecedentes, inexpressivos.
Sábado é, pois, o dia em que não nos mexemos, a abstracção física, na nossa diletante paz.
Sábado, somos nós…